IMPACTO DA COVID-19 NA VIDA FINANCEIRA DOS VENDEDORES AMBULANTES

Esperança Wassamba Ngupo
Oficial de finanças da Associação Mwana Pwo
Estudante: Da Escola Superior Politécnico da Lunda-Sul Lueji `Nkonde
CURSO: Administração e Gestão.
Técnico médio em Contabilidade e Gestão

RESUMO
Este artigo trata sobre o impacto da covid-19 na vida financeira dos vendedores ambulante, onde abordo as dificuldades que eles enfrentam nesta fase da pandemia, o impacto da covid-19 na vida financeira, definir vendedor ambulante, descrever as actividades comerciais e o estatuto legal sobre o vendedor ambulante relatado no artigo 13/19 de 21 Maio.
Palavras chaves: Finanças, Covid-19, vendedores ambulantes (zungueiro).

INTRODUÇÃO
O mundo está a viver uma era diferente de todos os tempos, esta luta contra o inimigo invisível o famoso coronavírus mais conhecido como covid-19, está abanar todos os sectores pela força desta pandemia, sendo assim não está a ser diferente do sector financeiro, que está a influenciar a vida financeira dos vendedores ambulantes“ zungueiros como são denominados em Angola” uma vez que uma parte da população do país, ou seja 80% das pessoas, vivem do comércio informal, segundo o presidente da Associação Nacional dos Zungueiro José Cassoma afirma no jornal O PAÍS publicado no dia 23 de Março. Eles sobrevivem principalmente das vendas diárias, com o pouco que elas vendem é que sustenta a família, se não vender não tem alimentação do dia, e esta pandemia vem para tirar a única fonte de sustentabilidade que eles têm. porque elas só conseguem dinheiro quando vendem se não venderem não há dinheiro, que lhes tira a capacidade de compra.

Actividade comercial
Actividade comercial pode ser realizada da diferente maneira, através da rede social, em um estabelecimento ou em mercado, mas quem vende produtos na rua é um vendedor ambulante, realizando comércio.
1.1 Vendedor ambulante: como o próprio nome indica é um tipo de vendedor que não tem um lugar fixo de venda, desloca-se de um lugar para outro, buscando maior fluência de público.
Estes tipos de vendedores não pagam impostos e taxas, os produtos comercializado são vendidos num preço baixo do preço inicial do produto, o que leva a um costume comum a discussão entre cliente e o vendedor, esta modalidade de venda tem muitos risco para os consumidores: há impossibilidade de realizar reclamações ou devoluções dos produtos adquiridos, ela estabelece uma concorrência desleal para outros tipos de comércio.
Com certa frequência esta actividade é perseguida pelas autoridades. Em Angola os vendedores ambulantes são mais conhecidos como Zungueiros não diferente das outras realidades, são perseguidos pelas autoridades. aqueles que passam nas ruas comercializando os seus produtos, alguns nos seus pontos de venda indicada pelas Administrações municipais, comercializando os seus produtos respeitando as suas obrigações os que não adquirem os documentos são perseguidos arduamente pelas autoridades locais.
Não diferente das outras província do país, na Lunda-Sul em particular no Município do Saurimo essa prática é realizada frequentemente nas ruas da cidade e nos pontos focais, os mercados são abandonados pelos vendedores, levando o produto até ao clientes o que leva a saída de muitos comerciante irem nos lugares mais populares, nomeadamente dos multuicaixas, bancos, rotundas, lojas, dependendo do tipo de produto a ser comercializado.
Vendo a realidade do nosso país o legislador aprova a lei 15/19 de 21 de Maio sobre a Organização e o funcionamento das actividade de comércio ambulante, feira e de bancada de mercado.
Estatuto legal do vendedor ambulante e os seus deveres.
O comércio ambulante, feito pelos vendedores ambulantes, popularmente chamados de “Zungueiros” e “zungueiras” foi objectivo de consideração pelo legislador que aprovou a lei nº 15/19 de 21 de Maio- Lei sobre a Organização e funcionamento das actividades de comércio ambulante, feira e de Bancada de Mercado. Esta lei está subdividida em três grandes áreas:
a) comércio ambulante
b) feira
c)bancada de mercado.
Comércio ambulante, previsto e descrito na lei 13º-23º de acordo com esta lei quem realiza vendas ao público consumidor, mais não dispõe de um lugar fixo, inclui também o negócio de restauração em unidades móveis ou imóveis, previstos nas alíneas d) do artigo13º e regulados pelo artigo 24º ambos da citada lei.
Direitos e deveres do vendedor ambulante segundo a lei 13/19
No artigo 16º, onde se prevê o direito de ser tratado com dignidade; dispor do cartão de identificação e utilizar o espaço que lhe esteja destinado, correlativamente, está sujeito aos deveres de:
Manter-se apresentável;
Comportar-se com civismo nas relações com outros vendedores e demais entidades;
Apresentar produtos alimentares em perfeitas condições de higiene; acatar as ordens emanadas pelas autoridades competentes;
Abster-se de promover a venda exclusiva de bebidas alcoólicas; abster-se de adoptar comportamentos lesivos aos direitos e interesse dos consumidores.
Impacto da covid-19 na vida financeira dos vendedores ambulantes.
Com o comércio fechado e suspensão de vários eventos a renda destes profissionais ficou zerada, começaram a ter sérias dificuldades desde o momento que foi decretada o estado de emergência. O presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, no quadro das prerrogativas constitucionais que o assistem decretou estado de emergência Nacional no dia 26, com início as zero horas do dia 27 de Março de 2020.
3.1 experiências
Com a aplicabilidade deste decreto muitas famílias que sobrevivem da venda diária das pessoas responsáveis pela mesma passaram a viver dias difíceis, que se torna cada vez mais impossível conseguir o alimento diário, já era uma tarefa difícil para os responsáveis das famílias conseguir alimentos e com esta pandemia ficou quase impossível ter a esperança de conseguir um prato de comida para por a mesa, afirma a vendedora ambulante Fátima que comercializa frutas nas ruas da cidade de Saurimo, ela diz “tem filhos para cuidar não tem quase nada em casa para comer, trabalho com os cinco mil kwanzas está a ser difícil manter o dinheiro, quando olho os filhos chorando de fome tenho que comprar alguma coisa para comer, antigamente conseguia comprar comida todos os dias, mas ultimamente as coisas estão caras, sou obrigada a sair de casa cedo para ver se consigo comprar algumas frutas para revender nos multicaixas e ruas da cidade para ver se depois das 13h consigo levar comida para a família.”
Essa experiência mostra a realidade de muitas mulheres que saem todos os dias cedo de casas com a esperança de conseguir alguma coisa no final do dia para alimentar a sua família, tudo bem que algumas delas não têm o cartão de vendedor ambulante mas não podemos nos esquecer que elas devem ser vistas como mulheres batalhadoras, e responsáveis pela vida de muitos seres viventes.

Presidente da Associação Nacional dos Vendedor Ambulante, José Cassoma preocupado com os seus associados diz se a doença chegar no nosso país há mais probabilidades das pessoas morrerem a fome e não da doença.
O que temia o Presidente da Associação está acontecer, muitos vendedores ambulantes estão a passar fome com as suas famílias porque eles dependem simplesmente da renda diária, não tendo isso é como se tivesse a tirar o único pedaço de pão que eles têm para se alimentar com as suas famílias, muitas mulheres sobrevive com o pouco que ganham, elas têm uma subcarga nas suas costas, muitas sustentam maridos e filhos e alguns parentes. Lamenta a mulher zungueira o que devo fazer, porque além destas as pessoas que sobrevivem dos mercados informal a sua vida financeira está toda zerada, com as praças fechadas complica muito a vida destas famílias que sobrevivem apenas das vendas diárias nas praças e ruas das nossas cidades.
A pandemia vem nos ensinar algo muito importante ser solidários um para com os outros, pessoas estão a morrer de fome porque lhes foi tirada a única fonte de sustentabilidade, a questão é o que nós como pessoas singulares, sociedade civíl estamos a fazer para ajudar essas pessoas, as Associações com fim e sem fins lucrativos, o governo qual é a política que está a adotar para ajudar essas pessoas carentes que já não têm uma fonte rendimentos?
A Mwana Pwo é uma organização sem fins lucrativos, nesta faze de pandemia a Associação criou um projecto de resposta ao covid-19 que beneficiou voluntários, membros e não só, com uma cesta básica, material de higiene e material de biossegurança, com esse gesto ajudou mulheres e famílias carentes., essa pandemia só vai passar se nos unirmos e cuidarmos uns aos outros. a situação financeira dos vendedores ambulantes nesta época é um dos objectivos discutido neste artigo, se leres o artigo nesta época ainda há tempo de ajudares alguém que está a passar sérias dificuldades financeira que você nem imagina compartilhe o que você chama de pouco e será para quem receber.
Você que está a ler este artigo, estenda a mão não de uma forma física e ajude o necessitado, se quiser ajudar uma mulher ou um homem zungueiro ou uma outra pessoa não existe comece por onde você vive ajudando as pessoas que tu achas que são desfavorecidas, seja solidário esse tempo de covid-19 “coronavírus” é tudo que a Sociedade precisa, alguém que tem um coração grande como o seu, é impossível ajudar a todos mas podemos ajudar alguns que estão próximo de nós comece no seu bairro, passando a informação sobre a pandemia é uma ajuda simbólica e tudo que nós precisamos, “A SUA AJUDA É TUDO QUE NÓS PRECISAMOS” CLAMA A VOZ DAS MULHRES ZUNGUEIRA.